A compra de casa é, para muitas famílias, um dos maiores investimentos da vida. E, na maioria dos casos, este passo implica recorrer a um crédito habitação, um empréstimo de longo prazo cujos prazos podem ir até 40 anos.
Segundo as regras do Banco de Portugal, se tiver menos de 30 anos, poderá beneficiar de um prazo máximo de 40 anos. Já entre os 30 e os 35 anos, o limite é de 37 anos e, para quem tem mais de 35 anos, o crédito não poderá ultrapassar os 35 anos.
Taxa fixa, variável ou mista?
Ao escolher um crédito habitação, importa perceber o tipo de taxa de juro mais adequada à sua situação.
- Taxa variável: a prestação pode variar, consoante o valor da Euribor no período acordado;
- Taxa fixa: mantém sempre a mesma prestação ao longo de todo o contrato;
- Taxa mista: começa com uma prestação fixa e, após um período inicial, passa a taxa variável.
A Taxa Anual Nominal (TAN) é composta por dois elementos: o spread (margem de lucro do banco) e o indexante, que varia conforme o tipo de taxa (Euribor ou taxa swap).
O que deve comparar nas propostas?
Não se deixe guiar apenas pela prestação mensal mais baixa ou por um spread aparentemente atrativo. Há dois indicadores essenciais que revelam o verdadeiro custo do crédito:
- TAEG (Taxa Anual Efetiva Global)
- MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor)
Ambos englobam não só os juros, mas também comissões, seguros obrigatórios (vida e multirriscos), impostos, registos, manutenção de conta e até remuneração de intermediários, caso exista.
O que não está incluído?
Os únicos valores que não constam nestes indicadores são os custos por incumprimento, comissões de reembolso antecipado e custos notariais. Tudo o resto está refletido na TAEG e MTIC.
Importante
Quanto mais elevados forem a TAEG e o MTIC, mais caro será o seu crédito habitação. Por isso, antes de tomar qualquer decisão, peça várias simulações e compare propostas com atenção.
